Quase uma ilha cercada de areia movediça.
Faltam direções,
Por mais convencionais que elas se apresentem.
Faltam-nas.
É olhar ao redor e ver um céu azul,
Ou cinza...
Sem conseguir ver de onde vem as nuvens,
Sem vento, nada para guiar.
É sem saída,
Mas algo nos força a andar.
Uma espécie de gravidade,
Só está aí, sem explicação.
É sem estrela a noite,
Também sem noite, sem dia.
Uma espécie de plano,
Mas sem plano nenhum.
É um recorte, um pedaço,
Ausente de totalidade anterior.
Mas
Tem a procura,
Forjada na enganação.
Ou será que não?