Produz pouco som.
Manso, delicado.
Não parece perigoso.
Porém é novamente a questão da aparência,
Sabota nossos sentidos, nossa fala.
Aparenta ser um belo nada,
Um vazio.
Nos engole, nos deixa tontos...
Coração palpita, o medo vence o real.
Sem nada para apontar
É a dificuldade de sempre.
O desafio de nomear,
De transformar [o que quer que seja] em discurso.
E ficar parado, estagnado, se repetindo:
Tá tudo bem.
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