E vejo que nossas ambições vivem em um beco,
Difícil de perceber, mas não é mais que isso,
Sempre na busca sem proveito.
Eu quero mesmo é ver quem aproveita,
Quem delira no ápice do encontro daquilo,
O tão esperado aquilo.
As pessoas nomeiam a liberdade,
Dizem amá-la, a querer...
Será mesmo meu papel alertar?
A liberdade é um buraco impreenchivel.
Um vazio.
Desencontro.
Alheia em meio a tantas possibilidades.
Bom mesmo é agir,
No hábito ou sem ele,
Viver na força da própria vida.
Essa mesma que nos aprisiona...
Numa sequência de coisas sem sentido...
E nos faz ansiar...
Pela tal realidade.
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